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Tag Archives: Portal design brasil

O futuro na palma da mão

Há mais de vinte anos lemos e escutamos que o design industrial é essencialmente design de interfaces, e un dos primeiros a afirmar isto foi o teórico Gui Bonsiepe. Hoje isto é evidente na interação entre usuário e produto, onde o avanço tecnológico nos surpreende mês a mês e possibilita novas soluções nas quais as interfaces facilitam a desmaterialização.

Muitas vezes a ciência e ficção ajudam para acelerar este processo, por exemplo:

Quanto tempo, você acha, que falta para que tenhamos interfaces gestuais holográficas como as de Tom Cruise, em Minority Report – um filme que já tem mais de 10 anos?

Pesquisando na internet para escrever esta matéria, vi no blog mundobit da UOL que o software por trás do filme Minority Report, em que Tom Cruise navega por uma enorme tela movimentando apenas as mãos, pode chegar ao mundo real. A interface desenvolvida pelo cientista John Underkoffler quando ainda era um cientista do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) foi comercializada pela companhia Oblong Industries como uma maneira de filtrar grandes quantidades de vídeos e outros tipos de informações.

Da Wikipédia pegamos a seguinte definição: o objetivo do design de interface de usuário é tornar a interação do usuário o mais simples e eficiente possível, em termos de realização dos objetivos do usuário – o que normalmente é chamado de design centrado no usuário. Um bom design de interface facilita a conclusão da tarefa manualmente sem chamar atenção desnecessária para si.

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No universo da indústria criativa, o design fortalece-se, reinventa-se, reorganiza-se e sai à conquista de novos territórios.

Desenvolver conteúdo já é difícil, mais complicado quando temos que desenvolvê-lo com valor e, para isso, é necessário utilizar a criatividade e o capital intelectual como principais insumos para criar o diferencial. Claro que não se pode esquecer de desenvolver todas as atividades econômicas tradicionais para transformar uma boa ideia em projeto ou negócio de valor: gestão, produção, financiamento, comunicação, distribuição e comercialização de bens e serviços.

O design atua, ou pode atuar, em todo o universo das indústrias criativas. Esse universo está representado nos seguintes setores: música, editorial, audiovisual, artes cênicas e visuais, design, software, videogames e internet, arquitetura, publicidade, bibliotecas, arquivos, centros culturais e museus; de forma direta ou indireta com o desenvolvimento do projeto ou negócio.

Em Buenos Aires, temos uma mostra de como isso pode ser feito como política pública de fomento para o desenvolvimento da economia da cidade. O Centro Metropolitano de Diseño, da capital argentina, convida para participar do Festival Internacional de Design de Buenos Aires que promove a importância econômica e cultural do design. Também salienta como o design e a inovação estão modelando os novos negócios e como podem ser o motor de competitividade, crescimento e melhoria de qualidade vida para os moradores da cidade.

Durante os dias de 19 a 21 de outubro de 2012, será realizada a 4ª edição do evento Festival Internacional de Design. O festival é o encontro do mundo do design, do conhecimento e da cultura com a comunidade portenha. O evento reúne mostras, conferências, aulas abertas, workshops e instalações.

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No mercado atual, o design é a chave para novos e futuros negócios é isto esta gerando grandes oportunidades, o desafio é não cair na armadilha do próprio sistema e criar mais produtos desejáveis e revolucionários que tem custos sociais e ambientais inaceitáveis para o século XXI

Há quase dois meses, surge a partir do informativo do ICSID uma matéria divulgando o vídeo “Design the New Business“, e devemos concordar que, no mercado atual, o design é a chave para novos e futuros negócios. O documentário aborda novas formas de resolver os atuais e reais problemas complexos que o mundo empresarial está enfrentando – o novo relacionamento de empresários, consultores e academia unindo esforços para saber como enfrentar os próximos desafios da sociedade, apresentados em casos de estudo e discussões inspiradoras. A iniciativa do filme é da Zilver Innovation, e foi desenvolvido por seis estudantes do Mestrado de Strategic Product Design na TU Delft situada na Holanda.

No entanto, que custo estamos dispostos a pagar por tudo isto? Não sei se vocês repararam, porém quase todos os computadores que apareceram no vídeo são Apple, e é a empresa Apple quem melhor conecta os desejos das pessoas com os seus produtos – mas também temos que ser conscientes de que isto tem seu preço, e parte do custo vamos descobrindo a conta-gotas e somente quando as empresas deixam descoberta parte de seus modelos de negócios.

Então descobrimos que de “novo”, os modelos de negócios não têm muito, e mais se assemelham aos históricos modelos de desrespeito às pessoas e à sociedade – não sei quanto posso afirmar isto, porém sempre surge um comentário, vídeo ou matéria o confirmando, o que é difícil de acreditar; e nós não queríamos nem suspeitar de empresas conceituadas e que seguimos como fiéis admiradores (eu me incluo nesta lista também).

Estou comentando isto porque, também poucos meses atrás, apareceu uma matéria na internet da rede americana de televisão ABC, em que se apresentava a realidade de uma fábrica da Foxcomm, fabricante de iPads e iPhones para a Apple na China, e como são tratados seus funcionários, as cobranças do governo chinês e de ongs para melhorar a qualidade do trabalho feito por eles.

Do UOL Notícias: o jornalista Bill Weir, da rede americana de televisão ABC, teve acesso exclusivo à empresa chinesa administrada pela Foxconn, uma das maiores fornecedoras da gigante do mundo da informática Apple: os trabalhadores são obrigados a morar em dormitórios com outras sete pessoas, e fazem exatamente a mesma função na fábrica seis dias por semana.

Vídeo mostra trabalho em linha de produção da Apple na China

Na era da sustentabilidade e sendo designer:
Como posso desconsiderar o processo produtivo de uma nova tecnologia?
Como premiar um produto que tem este antecedente?

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