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Tag Archives: setor moveleiro

Nova Classe Média estará em discussão no evento, que vai abordar ainda o uso de novas ferramentas de competitividade

O Sebrae-SP firmou parceria com o SIMM (Sindicato da Indústria do Mobiliário de Mirassol) para a realização de um ciclo de palestras durante a  MOVINTER – FEIRA DE MÓVEIS DO ESTADO DE SÃO PAULO, marcada para os dias 17, 18, 19 e 20 de julho, no Pavilhão Interior Eventos, em Mirassol/SP. A Feira é realizada pelo SIMM e organizada pela Reed Multiplus, marca associada à Reed Exhibitions Alcantara Machado, maior promotora de eventos do Brasil.

O sindicato vai sediar o Ciclo nos dias 18 e 19 de julho, no período da manhã e espera receber empresários, lojistas, designers e profissionais de áreas relacionadas ao setor moveleiro.

O consultor de Marketing e Varejo do escritório regional do Sebrae, em Bauru, José Carmo Vieira de Oliveira ministrará a palestra Varejo de Móveis – Experiência Lar e apresentará ideias que ajudarão os empresários a aumentarem as vendas. “Com a globalização o mercado se torna cada vez mais competitivo e o empresário precisa saber que o concorrente não é apenas o fabricante local do mesmo produto que o dele. A concorrência ultrapassa as barreiras de setores específicos, por isto a necessidade do amplo conhecimento mercadológico”, afirma.

Serão ministradas duas palestras em cada manhã e mais de 200 pessoas devem passar pelo auditório do SIMM para acompanharem as palestras, que além do Varejo e a Nova Classe Média, vão abordar a Inovação Tecnológica e o Design.

Outro palestrante será o sócio-diretor da IT Projetos, Christian Ullmann, que falará sobre Design de Móveis para a Nova Classe Média. “Produtos e serviços antes acessíveis apenas às classes mais altas agora estão à disposição da nova classe média brasileira, o consumo democratizou-se e o design passou a ser uma das características que esta nova sociedade espera encontrar. A nova classe média brasileira dita as regras do mercado e quer mais conforto, atenção e respeito. Novas referências, comportamentos e estética, entram nas variáveis já conhecidas de matéria-prima, processos, funcionalidade, acabamento e comercialização”, diz.

Para Ullmann, o empresário que deseja se destacar no mercado precisa de conhecimento e ações planejadas. “Oferecer soluções adequadas para a nova classe média brasileira é o grande desafio para o setor moveleiro que tem que responder com iniciativas inovadoras e que atendam um modelo de produção mais sustentável”, explica.

As palestras são gratuitas, abertas ao público e fazem parte de eventos paralelos à MOVINTER.

Confira a Programação

O perfil econômico do Brasil mudou e fez com que os mais diferentes setores se adequassem às mudanças. Um movimento discreto, iniciado em meados da década passada, possibilitou o aumento da renda e acesso ao crédito fácil para mais de 100 milhões de brasileiros – ou 52% da população, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). São estas pessoas que hoje movimentam a economia. O programa habitacional do governo federal Minha Casa Minha Vida, destinado a cidadãos com renda entre três e dez salários mínimos, consolidou a importância desse grupo no mercado. De olho neste segmento está o setor moveleiro, que está adequando-se para atender o novo perfil de clientes.

Afinal, estas pessoas estão, cada vez mais, adquirindo a casa ou apartamento próprio e precisam mobiliá-los. “Eu diria que este é o atual desafio de mercado no Brasil. A maior parte da população está nesta faixa de renda e movimenta a economia do país. Vários setores como da construção civil já se adequaram a esta nova demanda e o moveleiro ainda precisa se organizar. É preciso atenção e integração por parte do designer, do fabricante, do distribuidor e, porque não, das construtoras, para que a demanda seja atendida”, comentou o design argentino, Christian Ullmann, especialista em design sustentável, pesquisador do Núcleo de Design & Sustentabilidade da Universidade Federal do Paraná, premiado no Brasil e no exterior.

Matéria completa Leila Gapsy para o Jornal Cruzeiro do Sul

Mais de 93 milhões de brasileiros formam a nova classe média brasileira

matéria publicada no portal designforum

Design de móveis para a nova classe média brasileira é um curso inédito no Brasil, tem o objetivo de atender designers e profissionais de projetos das indústrias moveleiras com produtos focados na nova classe média brasileira, com mais de 93 milhões de consumidores. O crescimento desse mercado e condições atuais tornou o perfil desse consumidor mais exigente. Veja a entrevista com o designer Christian Ullmann que desenvolveu o custo em parceria com a Siq Marketing:

1) De onde surgiu a idéia de montar o curso?

Bom aqui a história é um pouco longa, pois o curso é em parceria com a SIQ Marketing empresa de eventos voltada para o setor moveleiro e há 4 ou 5 anos acompanho os projetos deles. Há 3 anos atrás encontrei com Mauricio Siqueira (diretor da Siq Marketing) e um grupo de empresários Brasileiros na Feira Internacional do Móvel de Milão e daí surgiu a idéia do curso pois havia uma curiosidade dos empresários e como melhorar o design de seus produtos para esse mercado. Durante 2011 formatamos o curso: iniciamos as conversas com pólos moveleiros e APLs, fornecedores de matéria prima, acompanhamos as novidades do setor imobiliário voltadas para o projeto Minha Casa Minha Vida e aprofundamos as pesquisas de mercado para conhecer melhor este novo nicho de mercado.

2) Qual é o público alvo?

O publico alvo do curso são:  fabricantes de móveis, pólos moveleiros, APLs, estudantes de design e jovens profissionais que tenham por objetivo conhecer melhor e desenvolver projetos para o universo da nova classe media por extensão também é interessante para arquitetos e designers de interiores pois só os móveis não resolvem nada – o projeto e a forma de apresentá-los no espaço é o que faz melhorar a qualidade de vida ou não de quem compra.

3) Porque a escolha do tema?

A escolha do tema é devido o grande boom do mercado, a nova classe média, a que mais cresce no Brasil, e junto com ela vem a demanda de bens e as oportunidades de mercado voltadas para este novo setor. A resposta não é simples, não se cria um bom móvel reduzindo a espessura da matéria prima e com acessórios de baixa qualidade ou reduzindo as dimensões dos móveis. Não adianta pensar como até poucos anos atrás, onde nos guarda-roupas não era possível pendurar uma blusa pois não tinha profundidade.

4) Qual o diferencial de design de móveis para a Nova Classe Média?

O diferencial é conhecer este novo nicho e todas suas características pois só assim é possível desenvolver novos e melhores produtos. São muitas variáveis que temos que pesquisar entender e traduzir para os produtos: estilo de vida e comportamento das diferentes “classes C”, pois não é so uma, aqui entram famílias de 3 a 15 salários mínimos por mês, com diferente tipo de gostos e interesses. Também não podemos esquecer que a tecnologia avança muito rápido e os móveis não acompanham estas mudanças.

5) O que você acha que mudou, por exemplo, nos últimos dez anos, no que se refere ao design para atender este perfil de consumidor?

Mudou que agora é uma realidade: pois o público esta comprando e exige dos fabricantes qualidade, funcionalidade, conforto, beleza e preço. Existem indicadores que este mercado irá crescer até 20% ao ano.

Temos incorporadoras construindo bairros inteiros com, mais de 500 casas cada um, em todo o Brasil e aqui esta nossa maior oportunidade: olhar seriamente para este público, conhecer, entender e trabalhar em parceria com as fábricas para pensar, projetar e produzir todos os móveis necessários para uma boa qualidade de vida. No que diz respeito ao design, na última década ficou em evidencia a necessidade de democratizar o acesso e as escolas de design já tem isto como uma nova preocupação, a de não só fazer produtos para pequenos nichos elitizados. Sempre foi muito bom pensar um projeto para um carro de luxo, porém nos últimos anos isto esta mudando e as questões sociais e ambientais estão gerando novas oportunidades e exigindo novas respostas e alunos e jovens profissionais já estão pensando em carros populares ou sistemas alternativos para atender as reais demandas da sociedade contemporânea. Chegou a hora da mudança atingir o setor moveleiro, se tenho capacidade de pensar sistemas sofisticados de comunicação, ou sistemas compartilhados de transporte: porque não pensar também na qualidade de vida dentro de casa ? Como o novo mobiliário e eletrodomésticos podem colaborar com a vida contemporânea ?

6) Qual tipo de produto você sente ter uma demanda maior?

Nos últimos 40 anos, a vida das pessoas mudou muito, por exemplo no campo da informação e da comunicação era inimaginável 20 anos atrás que hoje teríamos uma caixinha plástica na nossa mão com capacidade de falar ao telefone, escutar musica, tirar e arquivar fotos, fazer vídeo e ate realizar vídeo conferencia. Dentro deste contexto atual, esta na hora de repensar todo o mobiliário residencial. As casas cumprem diferentes funções durante o dia e o mobiliário nem sempre atende a estas diferentes atividades, por exemplo: as jovens gerações trabalham de qualquer lugar pois só necessitam de um computador e uma rede para fazer seu trabalho, que pode ser individual ou em grupo. Este é um novo nicho para o mobiliário residencial confortável com características de móveis corporativos. Mas pergunto, o que está sendo pensado nesse sentido?

7) Na sua opinião, o que o consumidor da Nova Classe Média mais valoriza durante uma compra? Essa seria mais para tentar dar alguma dica do que produzir, que tipo de linha seguir.

A nova classe média, quando compra prioriza preço, mais não abre mão de qualidade, conforto, funcionalidade ou multifuncionalidade. Isto é cada vez mais necessário pelas dimensões dos projetos arquitetônicos (1ª dica). Por exemplo, entre os eletroeletrônicos o grande destaque são as TVs de plasma que em um espaço muito pequeno resolvem um grande problema, antes uma TV 29″ ocupava um espaço de 1 metro quadrado na sala. Estas novas TVs, hoje conhecidas como TV Smart, criam uma nova forma de conectar-se com as redes para criam mais oportunidades de relacionamento, seja social ou trabalho (2ª dica) e o que mais me interessa pessoalmente é abordar o problema do espaço e como fazer o melhor aproveitamento possível – as novas casas propostas pelo mercado são pequenas se as comparamos com as que estamos acostumados porem não significa necessariamente que sejam pequenas, pois tem outras culturas que tem suas vivendas com espaços bem mais reduzidos que os nossos e tem uma qualidade de vida maior (3ª dica).

Móveis, estilo de vida, tecnologia da informação e espaço são os temas principais que abordaremos no curso – onde desenvolveremos conteúdo e realizaremos exercícios práticos para descobrir como tirar proveito e identificar novas oportunidades para o mercado dos móveis e decoração.